Make your own free website on Tripod.com
 

144.000:
Primícias para Deus e o Cordeiro

By Jairo Carvalho

 

 

INTRODUÇÃO

Neste pequeno material, buscaremos a luz trazida pela Bíblia e pelo Espírito de Profecia sobre os 144.000, citados nos capítulos 7 e 14 de Apocalipse. Esta mensagem é de extrema importância para nós, que vivemos nos últimos dias da história terrestre, pois trata-se uma promessa de um galardão especial para todos aqueles que permitirem que o Salvador termine o trabalho de transformação em seu caráter de maneira que estejam eles aptos para a trasladação.

 

1 – Sol, árvores, Cristo e homens

A primeira referência que a Bíblia faz ao grupo dos 144.000 encontra-se em Apocalipse capítulo 7. Apresentamos a seguir os três primeiros versos deste capítulo:

1 Depois disto, vi quatro anjos em pé nos quatro cantos da terra, conservando seguros os quatro ventos da terra, para que nenhum vento soprasse sobre a terra, nem sobre o mar, nem sobre árvore alguma.

2 Vi outro anjo que subia do nascente do sol, tendo o selo do Deus vivo, e clamou em grande voz aos quatro anjos, aqueles aos quais fora dado fazer dano à terra e ao mar,

3 dizendo: Não danifiqueis nem a terra, nem o mar, nem as árvores, até selarmos na fronte os servos do nosso Deus.

4 Então, ouvi o número dos que foram selados, que era cento e quarenta e quatro mil, de todas as tribos dos filhos de Israel: (Apocalipse 7:1-4)

Em Apocalipse 7:1, descreve-se a visão que João teve de 4 anjos que estavam para soltar os 4 ventos da terra. Que são estes 4 ventos que os anjos estão segurando? A Bíblia nos ajuda a esclarecer isto. Leiamos Jeremias 49:36:

Trarei sobre Elão os quatro ventos dos quatro ângulos do céu e os espalharei na direção de todos estes ventos; e não haverá país aonde não venham os fugitivos de Elão.

O profeta Jeremias, ao predizer que Elão iria ser atacado por nações inimigas, falou figuradamente que Deus traria os “quatro ventos” contra Elão. A expressão simbólica “ventos” é usada para representar guerras; e o fato de citar o número 4 simboliza que as guerras seriam contra nações oriundas de todas as partes da Terra. À luz deste entendimento da citação de Jeremias, podemos entender adequadamente a expressão “quatro ventos” como simbolizando guerras com nações provenientes de todas as partes da Terra. O texto de Apocalipse 7:1 declara que os quatro anjos estavam segurando os “quatro ventos” para que não soprassem sobre a terra, sobre o mar, e nem sobre árvore alguma. Quando se menciona os elementos “terra” e “mar”, está seguramente se referindo à totalidade do planeta Terra, pois nosso planeta é constituído de águas (mar) e porções secas (terra). A Bíblia deixa isto claro ao mencionar a divisão que Deus efetuou no planeta Terra entre águas e terra:

9 Disse também Deus: Ajuntem-se as águas debaixo dos céus num só lugar, e apareça a porção seca. E assim se fez.

10 À porção seca chamou Deus Terra e ao ajuntamento das águas, Mares. E viu Deus que isso era bom. Gênesis 1:9,10

Como nos relata o texto de Gênesis acima, nosso planeta foi dividido em duas partes – Terra e Mares. Assim, quando o texto de Apocalipse afirma que os anjos estavam segurando os “quatro ventos”, ou guerras de todas as nações da terra, para que não soprassem nem sobre a “Terra” e nem sobre o “Mar”, ele está em verdade afirmando que os quatro anjos estão “segurando” as guerras para que não se espalhem sobre o mundo todo. Em outras palavras, segundo o entendimento das passagens bíblicas que até aqui analisamos, os quatro anjos estão impedindo que se deflagre uma guerra mundial. Tão logo estes anjos sejam soltos, uma contenta terrível, sem precedentes, será deflagrada em nosso planeta, envolvendo as nações dos quatro cantos da Terra.

O verso 1 de Apocalipse 7 também afirma que os anjos estão segurando os “quatro ventos” (guerra) para que não sopre sobre árvore alguma. O que representa o termo árvore? Salmos 1:1,3 nós dá a resposta:

1 Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. ...

3 Ele é como árvore plantada junto a corrente de águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo quanto ele faz será bem sucedido.

Segundo a Bíblia, o termo árvore representa o homem – ser humano. Os anjos de Apocalipse 7:1 estão segurando os “quatro ventos para que não soprem sobre a Terra nem sobre o Mar” ou seja, para que não se deflagre uma guerra de proporções mundiais, bem como para que “não soprem sobre árvore alguma”, ou seja, para que esta guerra não destrua os homens. Percebemos no verso 1 o amor de Deus ainda manifesto pela raça humana. Apesar de milênios de degradação pelo pecado, Deus em Seu imenso cuidado ainda comissiona anjos para que preservem a raça caída a fim de que ela não seja completamente destruída por Satanás.

Os versos 2 e 3 de Apocalipse 7 mencionam que um “outro anjo, subindo do nascente do sol” disse aos quatro anjos para que não danificassem a “Terra, nem o mar, nem as árvores” até que os servos de Deus fossem selados na fronte. O termo “sol” na Bíblia também é usado para representar a Cristo. O texto de Malaquias 4:2 afirma isto:

Mas para vós outros que temeis o meu nome nascerá o sol da justiça, trazendo salvação nas suas asas; saireis e saltareis como bezerros soltos da estrebaria.

Neste texto, o profeta Malaquias, referindo-se à redenção dos justos por ocasião do grande Dia do Senhor, afirma que “nascerá o sol da justiça”, uma expressão figurativa que representa a presença de Cristo com os seus fiéis. A própria descrição de nosso Salvador Jesus Cristo, dada em Apocalipse, afirma que Seu rosto brilha como um Sol:

16 Tinha na mão direita sete estrelas, e da boca saía-lhe uma afiada espada de dois gumes. O seu rosto brilhava como o sol na sua força. Apocalipse 1:16

Com base nesse entendimento, percebemos que o anjo que sobe do “nascente do Sol” descrito em Apocalipse, está em verdade saindo da presença de Cristo no Céu e vindo até aos quatros anjos que estão conservando seguros os quatro ventos da Terra, para a transmitir a ordem de seu Comandante de que não permitisse que se deflagrasse o conflito mundial até que os servos de Deus fossem selados na fronte.  

 

O Selo Interior dos 144.000

 

O anjo que comunica a ordem de Cristo aos quatro anjos, possui “o selo do Deus vivo”. O que é este selo?

Sabemos ser o sábado um selo de Deus, o símbolo da aliança perpétua entre Deus e o Seu povo. Êxodo 31:16 nos confirma isto:

16 Pelo que os filhos de Israel guardarão o sábado, celebrando-o por aliança perpétua nas suas gerações.

No livro de Isaías, vemos que a aliança perpétua citada no tempo acima não foi dada somente para o povo de Israel literal, mas também para o Israel espiritual – a igreja de Deus, em todos os tempos.

Aos estrangeiros que se chegam ao SENHOR, para o servirem e para amarem o nome do SENHOR, sendo deste modo servos seus, sim, todos os que guardam o sábado, não o profanando, e abraçam a minha aliança, Isaías 56:6

Assim, o sábado é ainda hoje um sinal, ou selo, da aliança perpétua que Deus possui com o Seu povo. Entretanto, quando analisamos mais profundamente o termo “selo do Deus vivo” presente na passagem de Apocalipse 7:3, verificamos que este possui um sentido mais abrangente, não se restringindo somente ao sábado. Apresentamos abaixo alguns textos bíblicos que nos precisarão qual é a abrangência do selo do Deus vivo.

Então, vos anunciou Ele a Sua aliança, que vos prescreveu, os dez mandamentos, e os escreveu em duas tábuas de pedra. Deuteronômio 4:13 

O texto acima mostra que a aliança de Deus com o povo de Israel não se restringia apenas à observância do sábado. Ela abrangia a observância de todos os 10 mandamentos da Lei de Deus, apresentados em Êxodo 20:3-17. Assim, aqueles do povo de Israel que transgrediam a Lei de Deus expressa pelos 10 mandamentos, violavam por conseqüência a aliança estabelecida por Deus, como declara o salmista:

Não guardaram a aliança de Deus, não quiseram andar na Sua lei; Salmos 78:10 

Esta aliança estabelecida por Deus com Seu povo, abrangendo os dez mandamentos, não estava restrita apenas à era pré-messiânica (antes da primeira vinda de Cristo). Ela foi estabelecida por Deus como estatuto perpétuo, para nunca mais mudar:

Lembra-se perpetuamente da sua aliança, da palavra que empenhou para mil gerações; Salmos 105:8

Ao lermos os versos seguintes à passagem apresentada acima, vemos que a aliança da lei, estabelecida por Deus com o povo de Israel, é a confirmação da aliança da fé estabelecida por Deus com Abraão:

Lembra-se perpetuamente da sua aliança, da palavra que empenhou para mil gerações; da aliança que fez com Abraão e do juramento que fez a Isaque;o qual confirmou a Jacó por decreto e a Israel por aliança perpétua,” Salmo 105:8-10

Assim, vemos que a aliança dada ao povo de Israel quando da proclamação dos dez mandamentos no monte Sinai é a mesma aliança da fé estabelecida com Abraão. Como a aliança estabelecida no monte Sinai foi estabelecida cerca de quatrocentos anos após àquela feita com Abraão, ela confirmou a primeira aliança. Uma vez que a aliança é perpétua, ela não se restringe apenas ao povo de Israel literal, mas abrange todos os que aceitam a Jesus Cristo pela fé, pois estes se tornam participantes do Israel espiritual, membros da verdadeira igreja de Deus nestes últimos dias, e descendentes de Abraão pela fé:

Sabei, pois, que os da fé é que são filhos de Abraão. Ora, tendo a Escritura previsto que Deus justificaria pela fé os gentios, preanunciou o evangelho a Abraão: Em ti, serão abençoados todos os povos. De modo que os da fé são abençoados com o crente Abraão. ... E, se sois de Cristo, também sois descendentes de Abraão e herdeiros segundo a promessa. Gálatas 3:7-9; 29

Aqueles que violam os mandamentos da lei de Deus, quebram a aliança eterna estabelecida por Ele com Abraão e seus “descendentes espirituais” (que creram em Cristo pela fé tal qual Abraão). O profeta Isaías retrata isto em seu livro:

Na verdade, a terra está contaminada por causa dos seus moradores, porquanto transgridem as leis, violam os estatutos e quebram a aliança eterna. Isaías 24:5

Decorre então que todos os que se declaram co-participantes do concerto estabelecido por Deus com Abraão mediante a fé em Cristo Jesus devem fazer profissão disso observando os dez mandamentos da Lei. Caso transgridam a Lei, estarão violando a aliança eterna. O apóstolo Paulo declara que Abraão recebeu o sinal da circuncisão como um “selo” da justiça da fé que ele teve em Deus:

E recebeu o sinal da circuncisão como selo da justiça da fé que teve quando ainda incircunciso; para vir a ser o pai de todos os que crêem, embora não circuncidados, a fim de que lhes fosse imputada a justiça, Romanos 4:11

Assim como Abraão recebeu um “selo” pela justiça da fé, os fiéis dos últimos dias receberão o “selo” da justiça da fé. Como já vimos, a justiça pela fé se manifesta pela observância de todos os mandamentos de Deus. O texto de Tiago 2:10-12 confirma isto:

10 Pois qualquer que guarda toda a lei, mas tropeça em um só ponto, se torna culpado de todos.

11 Porquanto, aquele que disse: Não adulterarás também ordenou: Não matarás. Ora, se não adulteras, porém matas, vens a ser transgressor da lei.

12 Falai de tal maneira e de tal maneira procedei como aqueles que hão de ser julgados pela lei da liberdade.

O texto acima afirma que quem tropeça em um só ponto da lei se torna culpado de todos. Entretanto, a Bíblia afirma que os 144.000, que serão selados com o “selo do Deus vivo” não têm mácula (pecado):

Olhei, e eis o Cordeiro em pé sobre o monte Sião, e com ele cento e quarenta e quatro mil, tendo na fronte escrito o seu nome e o nome de seu Pai.... e não se achou mentira na sua boca; não têm mácula.” Apocalipse 14:1; 5

Se os 144.000 não têm pecado, significa que eles não possuem nenhum ato de transgressão da Lei de Deus imputado sobre eles. Isto significaria que eles nunca transgrediram a Lei de Deus (dez mandamentos)? De forma alguma! A Bíblia afirma expressamente que todos os homens, à exceção de Jesus Cristo, pecaram:

Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram.” Romanos 5:12 

Se todos os homens pecaram, como então a Bíblia afirma que os 144.000 não têm pecado? A resposta é que eles não possuem pecados porque eles foram removidos. Suas vestimentas sujas, que representam uma vida cheia de pecado, foram removidas e Cristo lhes dará novas vestes, segundo o relato contido no livro de Zacarias:

3 Ora, Josué, trajado de vestes sujas, estava diante do Anjo [Jesus].

4 Tomou este [Jesus] a palavra e disse aos que estavam diante dele: Tirai-lhe as vestes sujas. A Josué disse: Eis que tenho feito que passe de ti a tua iniqüidade e te vestirei de finos trajes.

5 E disse eu: ponham-lhe um turbante limpo sobre a cabeça. Puseram-lhe, pois, sobre a cabeça um turbante limpo e o vestiram com trajes próprios; e o Anjo do SENHOR estava ali,” Zacarias 3:3-5

Percebemos portanto que os 144.000 não nasceram sem pecado; simplesmente confiaram em Jesus e em Seu Espírito Santo santificador para que fossem santificados completamente e pudessem refletir um caráter sem mácula, como o Seu. Ao serem santificados pelo Espírito Santo de Cristo, os 144.000 receberam a justiça de Cristo. Isto significa que somente os 144.000 receberão a justiça de Cristo? Não, de maneira nenhuma. Todos os seres humanos que viveram em todas as épocas da história e aceitaram a Jesus pela Fé,  receberam a justiça de Cristo. Entretanto, nem todos recebem o “selo do Deus vivo” – somente os 144.000 o recebem. O que diferenciará aqueles que receberão o “Selo do Deus vivo” daqueles que não o receberão será a observância da Lei de Deus. Os 144.000 permitir-se-ão ser moldados a tal ponto por Cristo Jesus que cumprirão os requisitos da Lei de Deus (guardarão os dez mandamentos), pelo Seu poder concedido a eles, na Terra. Biblicamente falando, isto é possível? Sem dúvida. O apóstolo João já afirmava que não é difícil guardar os dez mandamentos quando se tem a verdadeira fé de Cristo Jesus:

2 Nisto conhecemos que amamos os filhos de Deus: quando amamos a Deus e praticamos os seus mandamentos.

3 Porque este é o amor de Deus: que guardemos os seus mandamentos; ora, os seus mandamentos não são penosos,

4 porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé.

Quem é o que vence o mundo, senão aquele que crê ser Jesus o Filho de Deus?” I João 5:2-5

O apóstolo Paulo também escreveu em sua epístola aos Romanos que é plano de Deus que todo o preceito da Lei se cumpra em nós. Ou seja, que cumpramos toda a Lei:

Porquanto o que fora impossível à lei, no que estava enferma pela carne, isso fez Deus enviando o seu próprio Filho em semelhança de carne pecaminosa e no tocante ao pecado; e, com efeito, condenou Deus, na carne, o pecado, a fim de que o preceito da lei se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito. Romanos 8:3,4

A mensageira do Senhor concorda com este raciocínio. Ao mencionar que Deus deu luz especial aos pastores adventistas E. J. Waggoner e A. T. Jones sobre o tema da justificação pela fé, afirma que esta justificação se manifesta na obediência a todos os mandamentos da Lei de Deus:

Em Sua grande misericórdia, enviou o Senhor preciosa mensagem a Seu povo por intermédio dos pastores [E. J.] Waggoner e [A. T.] Jones. Esta mensagem devia pôr de maneira mais preeminente diante do mundo o Salvador crucificado, o sacrifício pelos pecados de todo o mundo. Apresentava a justificação pela fé no Fiador; convidava o povo para receber a justiça de Cristo, que se manifesta na obediência a todos os mandamentos de Deus.... Esta é a mensagem que Deus manda proclamar ao mundo. É a terceira mensagem Angélica que deve ser proclamada com alto clamor e regada com o derramamento de Seu Espírito Santo em grande medida. Eventos Finais, págs. 171-172

Percebemos então que os santos dos últimos dias, os 144.000 que serão selados, serão aqueles que pela fé em Cristo Jesus tiverem seu caráter aperfeiçoado de maneira a cumprir não apenas o quarto mandamento, que reza sobre o sábado, mas também toda a lei de Deus. Estes serão os discípulos que possuirão a Lei escrita em seus corações, conforme está predito no livro de Isaías:

Resguarda o testemunho, sela a lei no coração dos meus discípulos. Isaías 8:16

Os 144.000 que tiverem a lei de Deus selada no seu coração serão os verdadeiramente livres, pois a Lei de Deus é a Lei da liberdade:

Falai de tal maneira e de tal maneira procedei como aqueles que hão de ser julgados pela lei da liberdade. Tiago 2:12

Quem cumpre a lei da liberdade é livre de fato.

 

144.000 da Igreja de Filadélfia

Vimos na seção anterior que o “selo do Deus vivo” é o selo da justiça de Cristo, concedido àqueles que pela fé em Cristo Jesus cumprem os requisitos da Lei. O sinal é colocado na fronte porque ela representa a consciência humana. Assim, o sinal na fronte significa que os 144.000 escolheram, por sua própria vontade, seguir incondicionalmente a Cristo.

Quando o anjo “sela” os santos na fronte, não lhes coloca um sinal visível a olhos humanos. Isto significa que os ímpios não verão este sinal. Entretanto, Jesus e as hostes do Céu sabem identificar o sinal na fronte dos 144.000, de maneira que eles estarão seguros para o tempo que advirá logo após o selamento. A mensageira do Senhor nos revela o que ocorrerá imediatamente após o selamento:

Quando se encerrar a mensagem do terceiro anjo, a misericórdia não mais pleiteará em favor dos culpados habitantes da Terra. O povo de Deus terá cumprido a sua obra. Recebeu a “chuva serôdia”, o “refrigério pela presença do Senhor”, e acha-se preparado para a hora probante que diante dele está. No Céu, anjos apressam-se de um lado para o outro. Um anjo que volta da Terra anuncia que a sua obra está feita; o mundo foi submetido à prova final, e todos os que se mostraram fiéis aos preceitos divinos receberam “o selo do Deus vivo”. Cessa então Jesus de interceder no santuário celestial. ... Todos os casos foram decididos para a vida ou para a morte. Cristo fez expiação por Seu povo, e apagou os seus pecados. O número de Seus súditos completou-se;... o Espírito de Deus, persistentemente resistido, foi, por fim, retirado. ... Satanás mergulhará então os habitantes da Terra em uma grande angústia final. O Grande Conflito, págs. 613-614

Logo após o selamento dos 144.000, encerra-se o tempo de graça para o homem e inicia-se então o “tempo de angústia final”, o período de tempo imediatamente anterior ao livramento final do povo de Deus e à segunda vinda de Cristo. Apenas os 144.000 vão para a reta final, juntamente com os ímpios. São eles também que serão libertos pela voz de Deus, ao final do tempo de angústia. A revelação corrobora com este entendimento:

Estas pragas [as sete últimas pragas] enfureceram os ímpios contra os justos, pois pensavam que nós havíamos trazido os juízos divinos sobre eles, e que se pudessem livrar a Terra de nós, as pragas cessariam. Saiu um decreto para se matarem os santos, o que fez com que estes clamassem dia e noite por livramento. Este foi o tempo de angústia de Jacó. Então os santos clamaram com angústia de espírito, e alcançaram livramento pela voz de Deus. Os cento e quarenta e quatro mil triunfaram. Sua face se iluminou com a glória de Deus. Primeiros Escritos, págs. 36-37

Ao final deste “tempo de angústia”, os 144.000, os servos de Deus, receberão então um sinal visível em sua fronte, de acordo com o que a Bíblia e a mensageira do Senhor nos afirmam:

Olhei, e eis o Cordeiro em pé sobre o monte Sião, e com ele cento e quarenta e quatro mil, tendo na fronte escrito o seu nome e o nome de seu Pai.” Apocalipse 14:1

Logo ouvimos a voz de Deus, semelhante a muitas águas, a qual nos anunciou o dia e a hora da vinda de Jesus. Os santos vivos, em número de 144.000, reconheceram e entenderam a voz, ao passo que os ímpios julgaram fosse um trovão ou terremoto. ... Os 144.000 estavam todos selados e perfeitamente unidos. Em sua testa estava escrito: “Deus, Nova Jerusalém”, e tinham uma estrela gloriosa que continha o novo nome de Jesus.” Primeiros Escritos, pág. 15

Observe que tanto João quanto Ellen G. White vêem o nome de Deus, que é o Seu selo, escrito na fronte dos 144.000, indicando que neste momento ele é um sinal visível aos olhos humanos. Percebemos portanto que, após o livramento dos 144.000 pela voz de Deus, o “sinal do Deus vivo” colocado em Sua fronte se torna visível.

Cabe-nos aqui fazer uma importante consideração. À luz da revelação bíblica e pela confirmação dada pelos escritos da mensageira do Senhor, percebemos que o “tempo de angústia” representa uma luz acrescentada ao entendimento do período correspondente à igreja de Filadélfia, mencionado em Apocalipse 3:7-13. Uma leitura desta passagem bíblica, seguida do comparativo simples com outras passagens nos deixará isto bem claro ao fazermos da Bíblia seu próprio expositor.

Apocalipse 3:7-13 nos traz o seguinte:

7 Ao anjo da igreja em Filadélfia escreve: Estas coisas diz o santo, o verdadeiro, aquele que tem a chave de Davi, que abre, e ninguém fechará, e que fecha, e ninguém abrirá:

8 Conheço as tuas obras—eis que tenho posto diante de ti uma porta aberta, a qual ninguém pode fechar—que tens pouca força, entretanto, guardaste a minha palavra e não negaste o meu nome.

9 Eis farei que alguns dos que são da sinagoga de Satanás, desses que a si mesmos se declaram judeus e não são, mas mentem, eis que os farei vir e prostrar-se aos teus pés e conhecer que eu te amei.

10 Porque guardaste a palavra da minha perseverança, também eu te guardarei da hora da provação que há de vir sobre o mundo inteiro, para experimentar os que habitam sobre a terra.

11 Venho sem demora. Conserva o que tens, para que ninguém tome a tua coroa.

12 Ao vencedor, fá-lo-ei coluna no santuário do meu Deus, e daí jamais sairá; gravarei também sobre ele o nome do meu Deus, o nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém que desce do céu, vinda da parte do meu Deus, e o meu novo nome.

Deixemos que Bíblia mesmo explique o significado de cada um dos versos dentro do tempo de angústia:

 

Verso 8: “Conheço as tuas obras”:

Jesus conhece as obras de todos os homens, e isto não exclui o grupo dos 144.000. Citamos apenas um texto bíblico que comprova isto.

ouve tu nos céus, lugar da tua habitação, perdoa, age e dá a cada um segundo todos os seus caminhos, já que lhe conheces o coração, porque tu, só tu, és conhecedor do coração de todos os filhos dos homens; 1 Reis 8:39 

Verso 8: eis que tenho posto diante de ti uma porta aberta, a qual ninguém pode fechar

Ao cessar Jesus de interceder no santuário celestial, a misericórdia não mais pleiteará pelos culpados habitantes da Terra. O julgamento está concluído, e cada homem já decidiu seu destino, através de suas escolhas, para a vida eterna ou para a morte eterna. Esta situação é bem expressa pelo juramento que Cristo fará logo após concluir seu trabalho de intercessão pelos homens, que está em Apocalipse 22:11:

Continue o injusto fazendo injustiça, continue o imundo ainda sendo imundo; o justo continue na prática da justiça, e o santo continue a santificar-se. 

Assim, o fechamento da “porta da graça” ou encerramento do período de graça, representa o fechamento de uma porta de misericórdia para os ímpios que nunca mais poderá ser aberta, mas também representa a abertura dos portais eternos para os santos que serão em breve remidos que ninguém pode fechar. Os 144.000 estão então selados para passarem pelo “tempo de angústia” e serem por fim trasladados, e ninguém poderá impedir a Deus de executar este propósito. Temos portanto aqui exemplificado a abertura de uma porta a qual ninguém pode fechar.

Verso 9: Eis farei que alguns dos que são da sinagoga de Satanás, desses que a si mesmos se declaram judeus e não são, mas mentem, eis que os farei vir e prostrar-se aos teus pés e conhecer que eu te amei.

Isto se cumprirá ao final do “tempo de angústia”, quando os 144.000 forem libertos pela voz de Deus. O livro Primeiros Escritos, pág. 15, apresenta isto de forma bem esclarecedora:

Logo ouvimos a voz de Deus, semelhante a muitas águas, a qual nos anunciou o dia e a hora da vinda de Jesus. Os santos vivos, em número de 144.000, reconheceram e entenderam a voz, ao passo que os ímpios julgaram fosse um trovão ou terremoto. ... Os 144.000 estavam todos selados e perfeitamente unidos. Em sua testa estava escrito: “Deus, Nova Jerusalém”, e tinham uma estrela gloriosa que continha o novo nome de Jesus. Por causa de nosso estado feliz e santo, os ímpios enraiveceram-se arremeteram violentamente para lançar mão de nós a fim de lançar-nos à prisão, quando estendemos a mão em nome do Senhor e eles caíram inermes ao chão. Foi então que A SINAGOGA DE SATANÁS conheceu que Deus nos havia amado a nós, que lavávamos os pés uns aos outros e saudávamos os irmãos com ósculo santo; E ADORARAM NOSSOS PÉS.

 

Verso 10: também eu te guardarei da hora da provação que há de vir sobre o mundo inteiro

Uma citação do livro O Grande Conflito, pág. 619, comentando sobre a situação dos 144.000 no tempo de angústia, afirma que este representa a “hora da provação que há de vir sobre o mundo inteiro” mencionada em Apocalipse 3:10:

Embora o povo de Deus esteja rodeado de inimigos que se esforçam por destruí-lo, a angústia que sofrem não é, todavia, o medo da perseguição por causa da verdade; receiam não se terem arrependido de todo pecado, e que, devido a alguma falta, não se cumpra a promessa do Salvador: “Eu te guardarei da hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo.Apocalipse 3:10 Se pudessem ter a segurança de seu perdão, não recuariam da tortura ou da morte,; mas, se se mostrassem indignos, e perdessem a vida por causa dos seus defeitos de caráter, o santo nome de Deus seria então vituperado.

 

Verso 11: Venho sem demora. Conserva o que tens, para que ninguém tome a tua coroa.

A primeira frase deste verso mostra que o tempo de angústia será breve, confirmando o que Mateus 24:21-22 já havia exposto:

porque nesse tempo haverá grande tribulação, como desde o princípio do mundo até agora não tem havido e nem haverá jamais. Não tivessem aqueles dias sido abreviados, ninguém seria salvo; mas, por causa dos escolhidos, tais dias serão abreviados.”

A segunda frase do verso constitui-se de uma promessa aos 144.000, para que se mantenham firmes até ao dia do livramento.

 

Verso 12: Ao vencedor, fá-lo-ei coluna no santuário do meu Deus, e daí jamais sairá.

Aqui está se afirmando que o vencedor será coluna do santuário de Deus. Podemos entender primariamente que isto se aplicaria ao fato de eles serem os únicos com permissão para entrar no templo de Deus, situado na Nova Jerusalém, e por serem aqueles que vão ministrar no templo:

E quando estávamos para entrar no santo templo, Jesus levantou Sua bela voz e disse: “Somente os 144.000 entram neste lugar”, e nós exclamamos: “Aleluia”! Primeiros Escritos, pág. 19

razão por que se acham diante do trono de Deus e o servem de dia e de noite no seu santuário; e aquele que se assenta no trono estenderá sobre eles o seu tabernáculo. Apocalipse 14:15

Os 144.000 no Santuário

 

Ao pesquisarmos de maneira um pouco mais profunda, verificamos que os 144.000 se encontram exemplificados dentro das próprias medidas do santuário!

Para compreendermos isto, precisamos entender o seguinte:

1 - O santuário terrestre foi construído em figura e sombra do santuário celestial (Hebreus 8:5). Portanto, as medidas do santuário terrestre são proporcionais às medidas do santuário, ou templo, celestial.

2 – Na Bíblia, encontramos três ocasiões nas quais Deus dá as medidas para que os homens construam o santuário terrestre. A primeira é quando as medidas são dadas a Moisés, para a construção do tabernáculo. A segunda, quando as medidas foram dadas para Davi, objetivando a construção do templo de Salomão, que permaneceu fixo na cidade de Jerusalém. A terceira vez é dada quando o profeta Ezequiel recebe as medidas do templo. Nesta terceira vez, o profeta recebe não somente as medidas do templo, mas também as medidas da cidade são-lhe passadas por inspiração divina. O relato é encontrado em Ezequiel capítulos 40-48.

As medidas que temos que considerar para verificarmos a razão de proporcionalidade entre o santuário terrestre e o santuário celestial são as medidas dadas para Davi e Ezequiel, por duas razões:

·         Eram as medidas dos templos nos quais os reis da linhagem de Davi, ascendentes de Cristo em linha genealógica, vinham adorar a Deus;

·         Era uma edificação permanente, edificada por rochas, representando também a perpetuidade do reino de Cristo, a verdadeira rocha, expressa pela pedra de Daniel 2, e estava localizada em Jerusalém, que era também um “tipo” da “Nova Jerusalém” que está nos céus.

As medidas dadas para o templo de Jerusalém a Davi e à Ezequiel eram as mesmas. Assim sendo, poderíamos pegar qualquer uma delas como base comparativa. Usaremos as medidas que são dadas no livro de Ezequiel, por encontrarmos lá mais detalhes, e também porque temos a facilidade de comparar as medidas da cidade de Jerusalém, dadas por inspiração divina, com as medidas da nova Jerusalém, encontradas no livro de Apocalipse. Vamos então para a análise:

Apocalipse 21:16, nos dá a medida da Nova Jerusalém, a cidade que descerá dos céus para a Terra:

A cidade é quadrangular, de comprimento e largura iguais. E mediu a cidade com a vara até doze mil estádios. O seu comprimento, largura e altura são iguais.

Segundo a Bíblia, a medida da lateral da Nova Jerusalém, a Jerusalém celestial, onde está o templo celestial, é de doze mil estádios, o que equivale aproximadamente à 2.200km. Agora, vejamos qual é o comprimento da Jerusalém literal, dado por inspiração divina a Ezequiel:

30 São estas as saídas da cidade: do lado norte, que mede quatro mil e quinhentos côvados,

31 três portas: a porta de Rúben, a de Judá e a de Levi, tomando as portas da cidade os nomes das tribos de Israel;

32 do lado oriental, quatro mil e quinhentos côvados e três portas, a saber: a porta de José, a de Benjamim e a de Dã;

33 do lado sul, quatro mil e quinhentos côvados e três portas: a porta de Simeão, a de Issacar e a de Zebulom;

34 do lado ocidental, quatro mil e quinhentos côvados e as suas três portas: a porta de Gade, a de Aser e a de Naftali.

35 Dezoito mil côvados em redor; e o nome da cidade desde aquele dia será: O SENHOR Está Ali. Ezequiel 48:30-33

A medida da Jerusalém terrestre, dada por inspiração divina, que portanto tinha medidas proporcionais às medidas da Jerusalém celestial (Nova Jerusalém), era de quatro mil e quinhentos côvados em cada uma das suas laterais. Quatro mil e quinhentos côvados equivalem a aproximadamente 2,2km. Agora, comparemos as medidas da Jerusalém terrena, dada em Ezequiel, com a Nova Jerusalém, dada em Apocalipse:

Nova Jerusalém = 2.200km

Jerusalém = 2,2km

Vemos que a relação entre elas é 1000, ou seja, A NOVA JERUSALÉM É 1000 VEZES MAIOR QUE A JERUSALÉM DE ISRAEL. Assim, o santuário celestial ao qual se refere Apocalipse 3:10 também é 1000 vezes maior que o santuário da terra. As colunas do templo do santuário da terra, cujas medidas foram apresentadas a Ezequiel, tem as seguintes medidas:

·          Lugar Santo: quarenta côvados de comprimento e vinte côvados de largura (Ez. 41:2);

·         Lugar Santíssimo: vinte côvados de comprimento e vinte côvados de largura (Ez. 41:4);

·         Havia duas colunas que ficavam na divisão dos dois compartimentos, com 2 côvados de comprimento cada uma (Ez. 41:3)

Assim, se somarmos as dimensões das paredes do santuário, teremos:

20 côvados de fundo (compartimento santíssimo) + 2 x 60 côvados de largura para cada parede lateral (contando os compartimentos santo – 40 côvados - e santíssimo – 20 côvados) + 2 x 2 côvados de largura das colunas que fazem separação entre os compartimentos = 20 + 120 + 4 = 144 côvados.

Sabemos que o côvado representa a medida de um homem. Assim, o santuário terrestre representava em seus dois compartimentos mais importantes, internos ao templo, a medida de 144 homens. Como o santuário celestial é 1000 maior que o santuário terrestre, vemos que o santuário representa a medida de:

144 x 1000 = 144.000 homens.

Isto também responde o questionamento quanto ao fato de os 144.000 serem literais ou não. Pelo santuário, como acabamos de ver, são literais. Ellen G. White também confirma isto, conforme vemos no livro “Primeiros Escritos”:

Logo ouvimos a voz de Deus, semelhante a muitas águas, a qual nos anunciou o dia e a hora da vinda de Jesus. Os santos vivos, em número de 144.000, reconheceram e entenderão a voz, ao passo que os ímpios julgaram fosse um trovão ou terremoto. Primeiros Escritos, pág. 15

A descrição literal da visão que Ellen G. White teve sobre os eventos finais mencionada no livro Primeiros Escritos confirma o entendimento literal do número 144.000. A frase é explícita, e em um contexto literal afirma-se: “Os santos vivos, em número de 144.000...”. Assim, afirmar que 144.000 não representa um texto literal significa estar em oposição a esta clara asserção do Espírito de Profecia, e por conseguinte estar em erro.

 

A Angústia Final dos 144.000

 

Vimos que, após os 144.000 serem selados, Jesus encerrará Sua obra de expiação por Seu povo e o tempo de graça para o homem estará terminado. De acordo com os escritos da mensageira do Senhor, somente então os “quatro ventos” serão soltos para que o último conflito envolvendo as nações dos quatro cantos da Terra se deflagre:

Um anjo que volta da Terra anuncia que a sua obra está feita; o mundo foi submetido à prova final, e todos os que se mostraram fiéis aos preceitos divinos receberam “o selo do Deus vivo”. Cessa então Jesus de interceder no santuário celestial. ... Todos os casos foram decididos para a vida ou para a morte. Cristo fez expiação por Seu povo, e apagou os seus pecados. O número de Seus súditos completou-se;... o Espírito de Deus, persistentemente resistido, foi, por fim, retirado. ... Satanás mergulhará então os habitantes da Terra em uma grande angústia final. Ao cessarem os anjos de Deus de conter os ventos impetuosos das paixões humanas, ficarão às soltas todos os elementos de contenda. O mundo inteiro se envolverá em ruína mais terrível do que a que sobreveio a Jerusalém na antiguidade.... O mesmo poder destruidor exercido pelos santos anjos quando Deus ordena, será exercido pelos maus quando Ele o permitir. Há agora forças preparadas, e que aguardam apenas o consentimento divino para espalharem a desolação por toda a parte. O Grande Conflito, págs. 613-614

13 O sexto anjo tocou a trombeta, e ouvi uma voz procedente dos quatro ângulos do altar de ouro que se encontra na presença de Deus,

14 dizendo ao sexto anjo, o mesmo que tem a trombeta: Solta os quatro anjos que se encontram atados junto ao grande rio Eufrates.

15 Foram, então, soltos os quatro anjos que se achavam preparados para a hora, o dia, o mês e o ano, para que matassem a terça parte dos homens. ... foi morta a terça parte dos homens; Apocalipse 9:13-15; 18

Os quatro anjos seguram os “ventos”, que simbolizam guerras, segundo a ordem divina. Assim, enquanto houver misericórdia para o homem caído, os quatro anjos estarão segurando os quatro ventos “para que não soprem” sobre os homens. Isto significa que os quatro anjos estão evitando que uma guerra sem precedentes se deflagre sobre a superfície terrestre. Após serem soltos os quatro ventos, o mundo todo se envolverá em uma contenda que nenhuma pena pode descrever.

 

A Experiência dos 144.000

 

Apocalipse 7:9-13 nos traz ao lume um resumo da experiência pela qual passarão os 144.000. A mensageira do Senhor, no livro O Grande Conflito, nos traz uma citação que explica em detalhes esta passagem bíblica. Assim, apresentaremos primeiramente o texto bíblico e logo em seguida a citação elucidativa da revelação:

Depois destas coisas, vi, e eis grande multidão que ninguém podia enumerar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, em pé diante do trono e diante do Cordeiro, vestidos de vestiduras brancas, com palmas nas mãos; e clamavam em grande voz, dizendo: Ao nosso Deus, que se assenta no trono, e ao Cordeiro, pertence a salvação. Todos os anjos estavam de pé rodeando o trono, os anciãos e os quatro seres viventes, e ante o trono se prostraram sobre o seu rosto, e adoraram a Deus, dizendo: Amém! O louvor, e a glória, e a sabedoria, e as ações de graças, e a honra, e o poder, e a força sejam ao nosso Deus, pelos séculos dos séculos. Amém!

Um dos anciãos tomou a palavra, dizendo: Estes, que se vestem de vestiduras brancas, quem são e donde vieram? Respondi-lhe: meu Senhor, tu o sabes. Ele, então, me disse: São estes os que vêm da grande tribulação, lavaram suas vestiduras e as alvejaram no sangue do Cordeiro, razão por que se acham diante do trono de Deus e o servem de dia e de noite no seu santuário; e aquele que se assenta no trono estenderá sobre eles o seu tabernáculo. Jamais terão fome, nunca mais terão sede, não cairá sobre eles o sol, nem ardor algum, pois o Cordeiro que se encontra no meio do trono os apascentará e os guiará para as fontes da água da vida. E Deus lhes enxugará dos olhos toda lágrima. Apocalipse 7:9-17

Citação elucidativa do texto acima, extraída do livro O Grande Conflito:

No mar diante do trono, naquele mar como que de vidro misturado com fogo – tão resplendente é ele pela glória de Deus – está reunida a multidão dos que saíram vitoriosos da besta, e da sua imagem, e do seu sinal, e do número do seu nome”. Apocalipse 15:2. Com o Cordeiro, sobre o monte Sião, “tendo harpas de Deus”, estão os cento e quarenta e quatro mil que foram remidos dentre os homens; e ouve-se, como o som de muitas águas, e de grande trovão, “uma voz de harpistas, que tocavam com as suas harpas”. E cantavam um “cântico novo diante do trono – cântico que ninguém podia aprender senão os cento e quarenta e quatro mil. É o hino de Moisés e do Cordeiro – hino de livramento. Ninguém, a não ser os cento e quarenta e quatro mil, pode aprender aquele canto, pois é o de sua experiência – e nunca ninguém teve experiência semelhante. “Estes são os que seguem o Cordeiro para onde quer que vai.” “Estes, tendo sido trasladados da Terra, dentre os vivos, são tidos como as primícias para Deus e para o Cordeiro.” Apocalipse 14:1-5; 15:3. “Estes são os que vieram da grande tribulação” (Apocalipse 7:14); passaram pelo tempo de angústia tal como nunca houve desde que houve nação; suportaram a aflição do tempo da angústia de Jacó; permaneceram sem intercessor durante o derramamento final dos juízos de Deus. Mas foram livres, pois “lavaram os seus vestidos, e os branquearam no sangue do Cordeiro”. “Na sua boca não se achou engano; porque são irrepreensíveis” diante de Deus. “Por isso estão diante do trono de Deus, e O servem de dia e de noite no Seu templo; e Aquele que está assentado sobre o trono os cobrirá com a Sua sombra.” Apocalipse 7:15. Viram a Terra devastada pela fome e pestilência, o Sol com poder para abrasar os homens com grandes calores, e eles próprios suportaram o sofrimento, a fome e a sede. Mas “nunca mais terão fome, nunca mais terão sede; nem Sol nem calma alguma cairá sobre eles. Porque o Cordeiro que está no meio do trono os apascentará, e lhes servirá de guia para as fontes das águas da vida; e Deus limpará de seus olhos toda a lágrima”. Apocalipse 7:16 e 17.O Grande Conflito, págs. 648-649

Conforme vimos pelos textos apresentados acima, os 144.000 terão a seguinte experiência:

A – Passarão vivos pelo “tempo de angústia de Jacó”, quando as sete últimas pragas serão derramadas sobre a Terra:

passaram pelo tempo de angústia tal como nunca houve desde que houve nação; suportaram a aflição do tempo da angústia de Jacó; permaneceram sem intercessor durante o derramamento final dos juízos de Deus. Grande Conflito, pág. 649

B – Serão salvos ao final do “tempo de angústia”, e se tornarão os vencedores da besta e da sua imagem:

No mar diante do trono, naquele mar como que de vidro misturado com fogo – tão resplendente é ele pela glória de Deus – está reunida a multidão dos que saíram vitoriosos da besta, e da sua imagem, e do seu sinal, e do número do seu nome”. Apocalipse 15:2....Mas foram livres, pois “lavaram os seus vestidos, e os branquearam no sangue do Cordeiro”. O Grande Conflito, pág. 649.

C – Atingirão a perfeição cristã na Terra, ou seja, um caráter como o de Cristo, pois permitirão a ação do Espírito Santo a eles outorgado. Portanto, não terão mácula, e podem estar na presença do Deus vivo, que é fogo consumidor (Heb. 12:29) sem serem consumidos:

“...lavaram os seus vestidos, e os branquearam no sangue do Cordeiro”. “Na sua boca não se achou engano; porque são irrepreensíveis” diante de Deus.O Grande Conflito, pág. 649

A glória de Seu rosto, que para os justos é vida, será para os ímpios um fogo consumidor. Eventos Finais, pág. 241

D – Serão trasladados da Terra dentre os vivos – não conhecerão a morte:

“Estes, tendo sido trasladados da Terra, dentre os vivos, são tidos como as primícias para Deus e para o Cordeiro.” Apocalipse 14:1-5.” O Grande Conflito, pág. 639

E – Estarão vestidos de vestiduras brancas e terão palmas em suas mãos, pois alcançaram vitória sobre o mundo:

Depois destas coisas, vi, e eis grande multidão que ninguém podia enumerar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, em pé diante do trono e diante do Cordeiro, vestidos de vestiduras brancas, com palmas nas mãos; Apocalipse 7:9

O vencedor será assim vestido de vestiduras brancas, e de modo nenhum apagarei o seu nome do Livro da Vida; pelo contrário, confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos. Apocalipse 3:4

Os lugares altos da Terra foram poluídos pela corrupção e abjetas idolatrias, mas chegou o tempo em que a justiça receberá a palma da vitória e do triunfo. Os que eram considerados pelo mundo como fracos e indignos, os que eram indefesos contra a crueldade dos homens, hão de ser coroados vencedores, e mais que vencedores.” [Citado Apoc. 7:9-17]...

Outro ser celestial exclamou com voz firme e musical: Eles vieram da grande tribulação. ... Eles vieram das montanhas, das rochas, das covas e cavernas da Terra, de masmorras, de prisões, de concílios secretos, da câmara de tortura, de choupanas, de águas furtadas. Pasaram por severa aflição, profunda abnegação e profundo desapontamento. ... “Tirai-lhes as vestes sujas com que homens maus se deleitaram em cobri-los. Daí-lhes um traje novo, a saber: as vestes brancas da justiça, e ponde-lhes um turbante limpo sobre a cabeça.”” Mensagens Escolhidas Vol. 3 págs. 429-430

F – Seguirão o Cordeiro por onde quer que Ele vá, porque o seguiram primeiro na Terra:

Estes são os que seguem o Cordeiro para onde quer que vai.” O Grande Conflito, pág. 649

Um dos aspectos relevantes na representação dos 144.000 é que em sua boca não se achou engano. O Senhor disse: “Bem-aventurado o homem em cujo espírito não há dolo.” Eles professam ser filhos de Deus e são apresentados como seguidores do Cordeiro por onde quer que vá. Eles nos são prefigurados como estando sobre o monte Sião, cingidos para o serviço sagrado, vestidos de linho puro, que são as justiças dos santos. Mas todos os que seguirem o Cordeiro no Céu primeiro terão seguido a Ele na Terra, em obediência confiante, amorosa e voluntária; seguindo a Ele, não de maneira relutante e inconstante, mas confiante e sinceramente, como o rebanho segue o pastor. Mensagens Escolhidas Vol. 3, pág. 424

No texto acima uma importante admoestação para nós que vivemos nos últimos dias da história terrestre. Ninguém pense que poderá postergar a obra de transformação que Cristo quer realizar no caráter para o último momento, esperando ter seus maus pensamentos transformados num abrir e fechar de olhos, pois isto certamente não ocorrerá.  Devemos estar sempre crescendo em graça, deixando que Cristo opere em nós o quere e o efetuar, a fim de atingirmos então a perfeição cristã.

Com todas as faculdades que nos foram dadas por Deus, estamos procurando alcançar a medida da estatura de homens e mulheres em Cristo? Estamos buscando Sua plenitude, chegando cada vez mais alto, procurando atingir a perfeição de Seu caráter? Quando os servos de Deus chegarem a esse ponto, eles serão selados em suas frontes. O anjo relator declarará: “Feito Está!” Eles estarão completos nAquele a quem pertencem pela criação e pela redenção. Mensagens Escolhidas Vol. 3, pág. 427

G – Serão colunas do santuário de Deus, os únicos autorizados a entrar no santuário celestial e servirão a Deus no Seu santuário:

São estes os que vêm da grande tribulação, lavaram suas vestiduras e as alvejaram no sangue do Cordeiro, razão por que se acham diante do trono de Deus e o servem de dia e de noite no seu santuário; e aquele que se assenta no trono estenderá sobre eles o seu tabernáculo. Apocalipse 7:14, 15

Conforme está descrito no texto acima, e como vimos na seção 2.1 deste material, o próprio santuário terrestre, que foi construído em figura e sombra das coisas celestiais (Hebreus 8:5), prefigura em sua estrutura os 144.000 que serão “colunas” do santuário celestial.

H – Entoarão o Cântico de Moisés e do Cordeiro:

Com o Cordeiro, sobre o monte Sião, “tendo harpas de Deus”, estão os cento e quarenta e quatro mil que foram remidos dentre os homens; e ouve-se, como o som de muitas águas, e de grande trovão, “uma voz de harpistas, que tocavam com as suas harpas”. E cantavam um “cântico novo diante do trono – cântico que ninguém podia aprender senão os cento e quarenta e quatro mil. É o hino de Moisés e do Cordeiro – hino de livramento. Ninguém, a não ser os cento e quarenta e quatro mil, pode aprender aquele canto, pois é o de sua experiência – e nunca ninguém teve experiência semelhante. O Grande Conflito, pág. 639

...E entoavam o cântico de Moisés, servo de Deus, e o cântico do Cordeiro, dizendo: Grandes e admiráveis são as tuas obras, Senhor Deus, Todo-Poderoso! Justos e

Por Jairo Carvalho

 Voltar

 

Retornar