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O Juízo em Daniel 7

By Arquivo X

Acompanhe aqui um interessante diálogo virtual sobre o Juízo de Daniel 7 que mantivemos com um advogado e teólogo membro da IASD, mas que preferiu identificar-se com o pseudônimo de irmão7:

 

Caro Irmão X

Recebi o seu e-mail com os comentários da Lição 8. Muito oportuno!

Tenho algumas perguntas e apreciaria a sua opinião:

1) na interpretação atual da IASD, existe diferença entre Juízo Investigativo e Juízo Pré-advento?

2) não lhe parece que o Juízo Pré-advento é “parte do Juízo Investigativo Geral”? Digo pelo seguinte:

No Juízo Pré-advento os beneficiários serão os santos, sendo uma parte do Investigativo. Durante o Milênio o Tribunal investiga os ímpios e vindica o caráter de Deus, certo?

Parece-me que a lição tenta fazer uma diferença quanto aos dois tópicos e na lição do professor faz uma pergunta no estudo indutivo da Bíblia, página 92, tópico 2: insinua que a compreensão adventista, a respeito do juízo, evoluiu de um processo predominantemente investigativo para um processo pré-advento? O que isto lhe parece?

Irmão7

 

Estimado Irmão7:

Creio que fica mais fácil entendermos o Dia do Juízo pelo seu tipo, o Dia da Expiação, que incluía tanto a Purificação do Santuário, como o ato final de envio para o deserto do Bode Azazel.

Este dia cerimonial nos ajuda a entender o Dia do Juízo como um grande dia (período) que começa com a Purificação do Santuário, ou seja, a eliminação definitiva dos pecados cometidos pelo povo de Deus, para os quais já havia sido feita a propiciação mediante a fé na morte substitutiva do cordeiro de Deus; e só irá terminar quando o antítipo do bode Azazel (Satanás) receber sobre si a plena e total culpa de todos os pecados, bem como o castigo final e definitivo.

Concordo com o seu entendimento de “um juízo investigativo geral”, e acredito que a terminologia “Juízo Pré-Advento” é apenas uma forma didática de tentar dividir o grande dia da Expiação (ou Juízo). Agora, se entendermos por juízo investigativo apenas a primeira parte deste grande dia onde os beneficiários são os santos, até poderíamos usar o termo “pré-advento” como sinônimo ou, como sugere a lição, uma evolução da terminologia. Porém precisamos lembrar que o Dia do Juízo não termina com a volta de Jesus, pois ainda falta o julgamento dos ímpios durante o milênio, e a parte executiva e final deste juízo compreendida na extirpação definitiva do pecado e dos pecadores.

Irmão X

 

Irmão X,

Grato pela pronta resposta, mas vejamos alguns pontos:

1) no Juízo Pré-Advento todos já estarão JULGADOS, pois os santos irão para o Céu e os ímpios perecerão, certo?

2) durante o Milênio ocorrerá a vindicação do caráter de Deus, posto que os justos verão (através de investigação) que eles (justos) foram salvos pelos méritos de Cristo e que os ímpios são dignos de morte eterna.

Eis aí a questão: pensando de forma jurídica entendo que o Tribunal (no Milênio) já saberá a decisão, ou seja: os ímpios ressuscitarão para nova morte (eterna).

Neste caso não há que se falar de Juízo Investigativo, mas de execução final. O que ocorrerá durante o Milênio será o levantamento da vida de todos e a admissão de que Deus é justo. Neste caso estamos falando de VINDICAÇÃO do caráter de Deus.

Neste ponto eu me pergunto: o Juízo Pré-Advento busca apenas separar os justos dos injustos? Caso seja assim, já sabemos que o julgamento já foi feito. Os santos salvos e os ímpios condenados, certo? Se assim não fosse, como poderíamos saber quem é santo e quem não é?

Por este motivo penso num JUÍZO INVESTIGATIVO AMPLO. No Pré-Advento a SALVAÇÃO para uns e MORTE para outros. Durante o Milênio não haverá mais JUÍZO! Teremos tão somente INVESTIGAÇÃO.

Eis que teremos a demonstração da JUSTIÇA de Deus e Maldade de Lúcifer, perante o Universo.

Concluo: no MILÊNIO não haverá JUÍZO, apenas a comprovação da Justiça que será feita contra os ímpios e as hostes espirituais do mal (pois estes já foram condenados, no exato momento em que os santos foram absolvidos).

O que acha desta linha de pensamento?

Irmão7

 

Irmão7,

Sua linha de pensamento me fez recordar dos saudosos tempos em que estávamos sentados nos bancos do SALT, pois me lembro destes mesmos questionamentos sendo levantados nas aulas de Daniel: Somente os justos serão investigados e julgados na fase pré-advento? E os ímpios? Como Deus poderá ter separado previamente os justos dos ímpios na fase pré-advento sem que com isso já os tenha investigado e julgado?

Questões interessantes! Vou ilustrar para tentar mostrar-lhe como entendo estas questões. Não faz muito tempo o governo brasileiro concordou em acertar uma determinada reivindicação por parte dos aposentados, porém só atenderia aqueles que entrassem na justiça para requerer seus direitos. Não quero entrar aqui nos méritos desta decisão, mas apenas usar o princípio básico como exemplo, ou seja, só seriam investigados e julgados os casos daqueles que reclamassem os seus direitos. Todos os demais casos que não requeressem seus direitos não seriam investigados. Simplesmente seriam desconsiderados.

Acho que você já captou onde quero chegar. Todos aqueles que se apropriaram dos méritos de Cristo mediante a fé em Seu sacrifício substitutivo terão na fase pré-advento seus casos sendo devidamente investigados e julgados. E quanto aos ímpios? Bem, no meu entender eles nem serão considerados nesta fase. Mas será que com este procedimento Deus não poderá ter cometido um erro ou uma injustiça? É para isto que existirá a outra fase do juízo investigativo (pós-advento) onde os ímpios terão seus casos devidamente investigados e julgados. Este julgamento não terá nenhum efeito no que diz respeito a determinar a salvação ou perdição, mas apenas revelará que não existiu nenhum caso de injustiça por parte de Deus em toda sua conduta no grande conflito (em outras palavras: o caráter de Deus será vindicado).

Assim como no caso dos aposentados, não entrar na justiça significa não ter a menor possibilidade de ganhar o direito reclamado, de forma que todos não investigados já perderam a causa, assim também não ter o seu nome sendo investigado no juízo pré-advento já significa automaticamente em causa perdida. Acho que este ponto de vista concorda com o verso onde Jesus diz:

“Quem nEle crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado, porque não crê no nome do unigênito Filho de Deus.” João 3:18

O que você acha desta minha argumentação?

Irmão X

 

Irmão X,

Seu argumento é válido (eu diria que ao extremo) e serve de forma cabal para nós, que somos adventistas.

Mas num julgamento HUMANO, que é muito injusto, não há possibilidade de qualquer réu ficar sem defesa, ainda que não queira. O Estado nomeia advogado dativo que buscará a tutela jurisdicional, ainda que não seja do interesse do réu, correto?

Certamente que os santos requereram a salvação, pelos méritos de Cristo. Os ímpios não o fizeram, mas são integrantes da raça caída e precisariam ser investigados (devido processo legal), mesmo que assim não quisessem.

Na realidade os ímpios já terão sido condenados no pré-advento e serão executados definitivamente no pós-advento.

No milênio só serão verificados os seus pecados e com isto será demonstrada a justiça divina.

Eis porque entendo que ali teremos a VINDICAÇÃO do caráter de Deus, perante o Universo.

Mas a sua linha de raciocínio é brilhante, sem dúvida!

Irmão7

 

Irmão7,

Creio que toda a dificuldade está em queremos comparar os procedimentos humanos com os divinos. O homem é limitado em conhecimento e falível, porém Deus é onisciente e infalível. O homem sempre necessitará de proceder uma investigação antes de dar qualquer veredicto (e mesmo assim, depois de muito investigar ainda pode errar). Deus não precisa! Sua onisciência lhe dá o direito de dar o mais justo e correto veredicto que se possa imaginar sem qualquer tipo de investigação. Ele pode dizer: “Culpado!”, e depois permitir que seja feita uma investigação só para que fique comprovado por outros seres inteligentes e moralmente responsáveis que Ele procedeu com absoluta justiça e infinita misericórdia.

A investigação que se processa no tribunal divino não é para Deus saber quem está salvo ou perdido (Ele já sabe, mesmo antes de termos nascido), mas sim para Suas criaturas inteligentes, após uma profunda e completa investigação, poderem chegar a mesma conclusão que Deus já havia chegado sem qualquer tipo de investigação formal.

IrmãoX

 

Irmão X,

Eu concordo com a sua forma de interpretar o assunto. O que não concordo é com a forma como nós (adventistas) usamos determinados termos e expressões.

Sendo Deus onisciente certamente já terá julgado a todos, no pré-advento.

Mas da forma como nós (adventistas) estamos ensinando, fica a impressão que durante o Milênio haverá um julgamento (novamente). Creio que haverá apenas uma investigação.

Qual é o pressuposto de um julgamento? que haja condenação ou absolvição, não é?

Durante o Milênio não haverá uma tentativa de absolvição dos ímpios, mas haverá uma investigação (da vida deles) para que o Universo perceba o quanto o Altíssimo foi justo e amoroso com os perdidos.

Então nós deveríamos, no meu entender, evitar falar em JULGAMENTO pós-advento, pois o julgamento TOTAL ocorreu no pré-advento.

Tem lógica este raciocínio?

Veja que não estou questionando os métodos divinos, apenas a nossa maneira de “criar” termos e expressões...

Irmão7

 

Irmão7,

Você está certo em sua colocação. Certas expressões e termos denominacionais deveriam ser revistos de forma a impedirem interpretações equivocadas ou distorcidas da verdade bíblica. Os evangélicos (especialmente os batistas) acreditam encontrar uma série de contradições na maneira como explicamos a doutrina do santuário. Somos especialmente criticados e combatidos quanto ao juízo investigativo. Talvez se definíssemos melhor as palavras, algumas críticas que nos fazem poderiam ser evitadas.

Mas sinceramente, para uma igreja cujos líderes recentemente acabaram de incluir* em seu corpo doutrinário a palavra Trindade, não vejo com esperança reformas significativas para melhor. Pelo contrário...

[* Inclusão esta, feita de forma impositiva, anti-democrática, manipulativa e espúria.]

Para confirmar isto basta você ler o seu voto batismal. Veja se ali dizia alguma coisa sobre a Trindade, tal como encontramos nos atuais votos. Quem mudou? Com que autoridade? Foi realizado na Conferência Geral um amplo e aberto debate com todos aqueles que ali nos representavam para então mudarem ou criarem uma doutrina?

Veja por exemplo este e-mail que recebi:

Estimado irmão,

Deus seja louvado e engrandecido o Seu nome.

Muito obrigado pelo comentário enviado.

O que nos diz sobre a parcimônia e, até, omissão dos autores da lição ao descreverem a Ponta Pequena não tocarem no Papa?

Que nos diz sobre a lição do dia 02/11/04 quando somos aconselhados a fazer cultos aos domingos durante o período da Lei Dominical? Não tem que ver com o menosprezo do Sábado, conforme profetizado péla Serva do Senhor? Isso não nos igualaria com os católicos adorando também no domingo? Isso não se configuraria em transgredir o 4º Mandamento que além de mandar santificar o Sábado, também manda trabalhar seis dias por semana?

Quanto ao comentário da Lição de 22/11/04 (Edição do Professor) ao se dizer que o Anticristo não tem conexão direta com o 666 isso não faz parte do acordo com Roma de não mais chamá-la de Babilônia? Sempre defendeu-se que o papado era o anticristo mor?

Maranata!

Paulo

Complicado né?!?

Irmão X

Irmão X,

Li o desabafo do editor do Arquivo X - quer dizer Paulo - e entendo perfeitamente o pensamento dele. E sinto que estou mudando (ponderadamente) minha maneira de encarar as doutrinas...

O que ocorre?

Será que já somos uma igreja monumento?

Lembro-me de uma aula, do professor Edilson Valiante, na qual ele asseverou que algumas igrejas, após mais de 200 anos de existência, tendem a virar MONUMENTOS, posto que perderam o primeiro amor...

Tenho dificuldade para entender os períodos das igrejas e especialmente para compreender o porque do “tamanho enorme do tempo”  da igreja de Laodicéia. Alguns até aceitam que não chegamos a este período, ainda, pois ele deveria ser curtíssimo.

Em sendo verdadeiro este pensamento: de fato somos uma igreja monumento.

Caso assim NÃO seja, pergunto: qual a explicação para a aparente apostasia da IASD?

Irmão 7

Atualização: 26/11/2004

O “irmão AM” entra na conversa com uma interessante contribuição, e esquenta o diálogo sobre o Juízo em Daniel 7:

Prezado Irmão X,

Estive lendo o seu interessante diálogo com o “Irmão 7” e a boa abordagem que foi feita do assunto (Juízo Investigativo...).

Gostaria apenas de dar um pequena contribuição, que ao meu ver deve ser agregada à discussão.
Este comentário que farei, faz parte da maneira como a IASD entende e explica a doutrina do santuário, e como, em algum momento foi questionada a questão dos termos utilizados, penso que o comentário abaixo possa contribuir de alguma forma e ampliar um pouco mais o diálogo.

Comentário:

No diálogo de vocês dois, não foi em nenhum momento abordado o fato que, durante o milênio não será apenas um juízo de vindicação do caráter de Deus, o quê, caso fosse, justificaria toda a argumentação utilizada no diálogo entre você e o “Irmão 7”.

Porém, faltou um dado extremamente importante a ser agregado na análise.
Apesar de, durante o milênio o caráter de Deus ser vindicado também, (digo também, pois já estará vindicado diante de todos os outros mundos / anjos / humanos que já estão no céu, os quais estão acompanhando todo o processo do julgamento, restando apenas os que ainda irão para lá (“nós”), o grande ponto relativo ao milênio é o seguinte:

Após o milênio, ocorrerá a execução do juízo. (Mais plenamente falando, visto que parcialmente já ocorreu = Transformação e Trasladação para os salvos e Morte para o ímpios).

Extirpação do pecado e descida da Nova Jerusalém com a "recriação da terra" e início da eternidade sem a existência do pecado.

Porém, após o milênio o “pecado” ainda existe e precisa ser destruído.
Quando dizemos “o pecado precisa ser destruído”, estamos dizendo satanás, seus anjos, e os homens ímpios que se aliaram a ele.

Nos tribunais humanos, o julgamento contém ao menos duas partes fundamentais (o “Irmão 7” por ser advogado poderá abordar este ponto com muito mais propriedade).

1ª - Definir se a pessoa é culpada ou inocente;

2ª - Uma vez sendo feita esta definição (culpada ou inocente), é necessário dar a “pena” que ela deve receber;  (por exemplo: Prisão perpétua; 30 anos de prisão; morte por injeção letal; 2 anos de prisão; prisão em regime aberto...  liberdade; indenização; ...)

A primeira etapa, está diretamente atrelada à crença que se tem ou não no Filho de Deus que é o ÚNICO caminho para a salvação.

“ quem crê não é condenado”;   “quem não crê já está condenado”  (João 3:18).

Portanto, no juízo que está ocorrendo agora no céu, estão sendo feitas duas coisas, basicamente:

a) Separação de quem creu verdadeiramente em Cristo e quem apenas disse que creu.
Por isto que o julgamento “começa pela casa de Israel”, pois “quem não creu já está condenado”.
Porém, crer não é apenas dizer que crê, e sim um todo que é verificado na vida, e na apropriação que se fez, durante a vida, dos méritos de Cristo.

Portanto, os verificados no primeiro momento (desde 1844 até o fechamento da porta da graça) são apenas os que declararam crer em Cristo como seu Salvador e é verificada a natureza desta declaração de crença, pra separar os que creram de fato dos que disseram que creram, mas na verdade não creram, ou seja, foi uma declaração de “mentirinha”, que é facilmente percebido pelos atos da vida de pessoa registrados minusciosamente no céu, e principalmente pelos pecados que a pessoa cometeu em comparação com os perdões que a pessoa pediu e recebeu.

Pois, como sabemos, para cada pecado para o qual tenha havido arrependimento e confissão e pedido de perdão, resultado da repulsa da pessoa por estes pecados, estará escrito na frente dos mesmos a palavra “Perdoado”.

As pessoas que estão sendo verificadas agora, são todas as que tem o seu nome escrito no Livro da Vida.

Algumas destas pessoas, durante o julgamento em curso, terão o seu nome mantidos neste Livro e outras terão seus nomes riscados deste Livro.

Esta análise é o que está sendo feito justamente agora no santuário celestial.
(Vale a ressalva, já feita por vocês no diálogo em questão, que tudo isto não é porquê Deus precise de alguma verificação e/ou não saiba de tudo, mas porquê quem precisa desta análise / transparência são todas as criaturas de Deus, para que não paire nenhuma dúvida sobre os porquês das coisas...)

Uma vez estabelecido quem CREU e portanto, não está condenado, e quem não creu, mesmo que tenha dito que cria (mas de mentirinha), e portanto está condenado, estará feita a separação dos Inocentes dos Culpados.

A etapa “a” estará realizada.

b) “Purificação do Santuário” - Apagamento dos pecados dos santos (inocentes)
Para aqueles que de fato creram (verdadeiramente) e apropriaram-se dos méritos de Cristo e ao longo de suas vidas viveram em função desta crença, demonstrando que a sua crença era verdadeira -  e que tiverem em frente a cada um dos pecados que tiverem cometido ao longo de suas vidas a palavra “Perdoado” - para estes, haverá o apagamento definitivo e eterno do registro dos pecados que porventura tenham praticado, e nunca mais se terá lembrança deles.

Isto se faz necessário, pois é uma condição necessária para a vida durante a eternidade.
Os santos viverão durante a eternidade como se nunca houvessem pecado e não haverá nenhum pecado do qual possam ser acusados, nem por alguma pessoa, nem por anjos, nem por ninguém, pois terão sido eternamente apagados.

Portanto, estas duas etapas estão sendo feitas agora, separação dos que relamente creram dos que disseram que creram mas na verdade não creram e também o apagamento definitivo e eterno dos pecados daqueles que verdadeiramente creram.

Estas duas etapas (“a”  e  “b”)  acima, estão relacionadas com o item “1” um pouco mais acima, ou seja, “Definir se a pessoa é culpada ou inocente”.

Porém, restam as atividades relativas ao item “2 - Definição da pena que a pessoa deve receber”.
Estas atividades ocorrem durante o milênio e a execução, logo após o mesmo.

Na verdade o que ocorre durante o milênio, é a definição da pena que cada pessoa deve receber (duração do castigo durante o derramamento do fogo eterno) que será feita por Cristo, na presença de todos as criaturas e terá nossa participação de forma efetiva e ativa.

Ou seja, nós juntamente com Cristo, definiremos a pena que cada ímpio, e satanás e seus anjos, devem receber e escreveremos esta pena à frente dos nomes de cada um deles, para ser aplicada no devido momento.

O interessante de se pensar é o porquê de Cristo nos envolver neste processo.
Em nossa mente não poderá restar dúvidas quanto ao amor de Deus no tratamento para com suas criaturas que terão sido destruídas.

Se nós não participássemos ativamente na definição da pena dos ímpios e de satanás e de seus anjos, poderia ser que em algum momento algum dos salvos dissésse:  “Acho que Cristo foi muito duro com o fulano de tal”.

Porém, isto jamais ocorrerá, pois quem definirá o castigo que cada um deverá sofrer seremos nós mesmos. Se as pessoas serão ressuscitadas para serem destruídas novamente, isto ocorrerá por que nós decidiremos assim. O juízo estará em nossas mãos. Em tese, se quisermos definir que ninguém deva ressuscitar para ser destruído, poderemos fazê-lo (Como de fato ocorrerá em alguns poucos casos).

Portanto, o que ocorrerá com satanás, seus anjos e com os ímpios, será decidido por nós, juntamente com Cristo. As bases que teremos para esta definição, serão os registros da vida de cada um deles, tim-tim por tim-tim.

Poderia escrever muito mais, mas já ficou excessivamente longo - me desculpe.
Toda esta argumentação está baseada no entendimento ASD da questão e tiveram como base, principalmente os livros Grande Conflito e Primeiros Escritos.

Um grande abraço e fiquem sob as bençãos de Deus.

AM
Adventista do Sétimo Dia

Olá irmão AM,

Apreciei sua explanação, e embora entenda que ela basicamente expressa a maneira adventista de explicar este assunto, acho que faltou a base bíblica para sustentar toda esta argumentação. Veja bem, não estou dizendo que ela não exista, mas apenas que seria muito bom se o seu texto estivesse acompanhado dos respectivos textos bíblicos que fundamentam cada argumento e conclusão.

Acredito que se você se baseasse exclusivamente naquilo que a bíblia ensina sobre o assunto, talvez não tivesse condições de fazer afirmações do tipo: "iremos determinar a pena de cada pecador, quer seja homens ou anjos, e se dissermos que não devem ressuscitar, Deus não os ressuscitará". A Bíblia apenas ensina que iremos julgar os anjos (I Coríntios 6:3). Agora, como participaremos e quais serão nossas responsabilidades neste julgamento, creio que é ir além do que está escrito.

Quanto a Ellen White, seus escritos podem servir para nós que somos adventistas, mas jamais poderemos usá-los num debate com outros evangélicos. "Sola Escriptura" deve ser o nosso principal lema!

Obrigado por sua contribuição e que Deus o abençoe,

Irmão X

[Comentários do irmão7 a respeito da contribuição do irmão AM]

Caro Irmão X,

Na realidade a participação do irmão AM enriquece o debate e cumpre um belo propósito: o crescimento de todos nós, no aprofundamento do estudo da Palavra. Achei as ponderações dele de um nível elevadíssimo, o que muito nos alegra, pois sabemos que pessoas sinceras e influentes (teologicamente) trazem uma amplitude maior à discussão (no bom sentido).

E aí está a beleza de um debate sadio: quem participa o faz para acrescentar pontos novos, clarear parágrafos obscuros e muitas vezes chamar a nossa atenção para uma dimensão mais ampla e segura do assunto em tela.

O que poderemos inferir:

1) no juízo Pré-Advento, haverá uma forma de “julgamento antecipado da lide”, por força da onisciência divina. Neste caso saberemos quem estará redimido e quem não estará.
2) durante o Milênio teremos a definição do “quantum” da pena. Momento em que não mais se falará em condenação ou absolvição, mas no montante individualizado de cumprimento do castigo.

3) Fica claro, de resto, que no Pós-Advento não falaremos mais em julgamento, mas nos critérios (justos) de aplicação da pena. Não há que se falar em JUÍZO INVESTIGATIVO PÓS-ADVENTO. Falaremos em INVESTIGAÇÃO PÓS-ADVENTO, que será definitiva para mensurar o rigor alongado da realização punitiva.

Lembra-se de algumas aulas que tivemos no SALT e que geraram algumas “brincadeiras” dos teologandos: “PECADO, COMBUSTÍVEL PARA O INFERNO”.

Brincadeiras à parte, pondero: estamos diante de fatos concretos. No Milênio, durante a INVESTIGAÇÃO e cálculo do “quantum” punitivo, ocorrerá justamente o que foi didaticamente proposto pelo irmão AM.

Creio que através do seu sítio poderemos ver díalogos deste nível, sem nenhum propósito torpe, divisionário, malicioso...

Apenas o buscar, em oração, da verdade. E esta incessante busca do saber JAMAIS provocará divisão entre os sinceros.

Um forte abraço ao Irmão AM e ao Irmão X.

Irmão7

[Reação do irmão AM à resposta do irmão X ]

Me perdoe, mas você deu um “nó” em minha cabeça!!

Não acredito que você, que me parecia uma pessoa de tão aguda percepção mental, tenha me respondido da maneira que respondeu.

O diálogo publicado não refere-se à lição 8 da escola sabatina, e à maneira como a IASD interpreta a questão do juízo???

O que está sendo discutido ali, não é a maneira como a IASD aplica determinados termos??? 

Além de João 3:18 (o qual também citei), quais outros textos estão citados no tal diálogo???

Em que momento a questão está colocada sob o contexto de debate com outros evangélicos???

Você conhece algum evangélico que concorde com os argumentos que estão colocados no tal diálogo??? ...

O que me parece, na verdade, é que faltou (e falta) a você e à outra suposta pessoa do diálogo, um posicionamento mais claro quanto a ser ou não Adventista do Sétimo Dia.

Se são (ASD), tudo o que escrevi deveria ser conhecido por vocês, antes de saírem inventado pretextos para atacarem a IASD.

Se não são (ASD), todo o teor daquele suposto diálogo, não passa de baboseiras, pois é assim que o mundo evangélico entende a doutrina Adventista do santuário, e vocês deveríam deixar de ser parasitas doutrinários, tomando uma firme e clara posição contra as “baboseiras” Adventistas.

Não precisa perder seu tempo repondendo às perguntas acima, pois já tenho a resposta para todas elas.

Fica com Deus.

AM

[Colocações do Irmão7 após conhecer a resposta do Irmão X ao irmão AM]

O importante é enriquecer o debate. Um excelente caminho para não sofrer represália ou atritar com algum membro é afirmar, conforme você fez: que os argumentos baseados em EGW não servem para os demais cristãos.

É uma maneira justa de se debater, trazendo para a discussão apenas a BÍBLIA.

Quanto a resposta do irmão AM, responder será perder tempo.

Melhor parar por aqui, pois discussão neste nível não nos serve...

Com certeza ele NÃO é leigo, pois se fosse não respoderia desta forma.

Abraços.

Irmão7

[Resposta do irmão X ao irmão AM]

Estimado irmão AM,

Somente após ler sua resposta (na minha opinião um tanto quanto destemperada), pude compreender o quanto minha resposta foi inadequada.

Peço-lhe que me perdoe por não ter conseguido colocar melhor minhas palavras, permitindo que você entendesse de maneira distorcida o que eu tentei lhe dizer. Não foi minha intenção fazer de minha resposta uma afronta a sua pessoa ou ao seu conhecimento bíblico.

Quando mencionei um melhor embasamento bíblico não estava querendo referi-me exclusivamente a você, e sim de forma geral a alguns detalhes e particularidades da interpretação adventista, que ao meu ver vão um pouco além daquilo que é revelado na Bíblia. Inclusive isto também serve para mim, em várias partes daquele diálogo que mantive com o “irmão 7”.

Acredito que muitas vezes nos aventuramos a definir certos detalhes, que são até muito lógicos e coerentes, mas que não deveriam nunca passar de ser apenas teses argumentativas, pois carecem de um claro e explícito "Assim diz o Senhor". Em outras palavras, pode até ser verdade que na investigação pós-advento caiba a nós definir as penas dos pecadores, mas também pode existir a possibilidade de não ser exatamente esta a nossa responsabilidade ali. É neste sentido que insisto em colocar o lema "Sola Scriptura". Podemos até continuar conjeturando e por inferência avançando nos detalhes deste juízo, desde que sempre tenhamos a humildade de só tomar como certo e irrefutável apenas aquilo que está clara e explicitamente apresentado na Bíblia.

Meu irmão, sou um Adventista tanto na concepção pioneira da palavra, como das origens deste movimento de onde veio a atual IASD, e portanto, creio no juízo pré-advento tal como ele está revelado na Bíblia. Porém, sempre respeitando as tentativas humanas de se completar um quadro que na Bíblia não foi apresentado em seus mínimos detalhes. Estas tentativas, desde que não contradigam aquilo que já esta claramente revelado nas Escrituras, só tendem a nos enriquecer, quer seja no aspecto cognitivo ou de relacionamento fraternal.

Um grande e sincero abraço,

Irmão X

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